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  • Foto do escritorDanae Bianco

Amazônia Brasileira - Como conhecer a floresta em Novo Airão

Atualizado: 17 de out. de 2023

Novo Airão é uma pequena cidade na margem direita do Rio Negro, uma ótima opção para usar como base para explorar a região e conhecer a natureza, cultura e as comunidades da Amazônia.


Quando se fala do Brasil no exterior, uma das primeiras coisas que veem à mente das pessoas é a floresta amazônica.


Não é para menos! Uma região imensa, tão bonita e cheia de atrativos, um dos símbolos de nosso país, sobre a qual estudamos na escola e ouvimos falar desde que somos pequeninos. Acreditam que, até então, nunca haviamos estado por lá ?

Amazon jungle, Negro River, Amazonas, Brasil. Reflected jungle on the river

Então em 2021 aproveitamos para resolver essa falha em nosso currículo viajante, e lá fomos nós, acompanhados por tios e prima, colocar nossos pézinhos nos Estados do Amazonas e Pará.


MANAUS


Os planos eram passar 2 dias em Manaus e depois seguir para a imersão na floresta. Mas, com a Manuas o epicentro de uma enorme onda de COVID-19 e uma incompetência sem tamanho das autoridades locais e federais para lidar com a situação, bateu a insegurança.


Dois dias antes do embarque, foi aquela tensão: cancelar a viagem ou seguir em frente com os planos? Não foi fácil decidir, mas avaliamos (ou tentamos avaliar) a situação com calma e fizemos uns ajustes: Manaus foi excluída do roteiro, e decidimos seguir direto para nossa imersão na floresta: Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão - A.M. Por sorte, o Airbnb que escolhemos tinha disponibilidade para os 2 dias extras!


Então partimos de São Paulo - Congonhas rumo à Manaus, com escala em Brasília (há voos diretos de Guarulhos, mas optamos por partir de Congonhas e fazer uma escala). Chegamos bem tarde da noite em Manaus, dormimos e no dia seguinte saímos logo cedo, de transfer, rumo à Novo Airão.


Para dicas de Manaus, recomendo o blog da Denise, que tem um roteiro bem legal do que fazer em Manaus, incluindo o encontro das águas, que até hoje não me conformo de não ter conseguido ver - fica para a próxima😉


Onde ficar em Manaus


- Ficamos no Hotel Chez Les Rois Guesthouse - simples, porém honesto.


Outras opções que à época pesquisei e que pareceram boas, na região central da cidade:

- Juma Ópera (um dos melhores da cidade – mas também um pouco mais caro, ao lado do Teatro Amazonas)


Como nas demais grandes cidades brasileiras, há diversos hotéis de grandes redes; os que me pareceram melhores e com preço razoável (e em cujas redes já tivemos boas experiências):



Novo Airão – Parque Nacional de Anavilhanas, Amazônia


Novo Airão é uma pequena cidade, à margem direita do Rio Negro, que atualmente tem o turismo como uma de suas principais atividades. A cidade tem uma estrutura bem simples, e quando estivemos lá ainda rolavam as restrições de funcionamento por causa da pandemia. Então, restaurantes e bares estavam fechados (alguns operavam com retirada, outros nem isso), e o comércio operava com horário reduzido de funcionamento.


Anavilhanas é o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, com mais de 400 ilhas. O Parque Nacional foi criado em 1981 e abrange uma área de floresta amazônica de mais de 3,5 mil km2.

Amazon jungle, Negro River, Amazonas, Brasil.

Entre praias de areias brancas, rios, matas, sombra e água fresca, a Amazônia, para mim, é um dos lugares mais especiais do Brasil. Além de experiências incríveis, este turismo de imersão nos proporciona contato íntimo com a natureza e, ao mesmo tempo, nos ensina a respeitá-la.


A água do Rio Negro – como o nome sugere – é bem escura mesmo, mas é limpa e tem uma temperatura deliciosa. Como tem pH ácido, não favorece a proliferação dos mosquitos – acreditem ou não, não vimos nenhum mosquito nessa região.


Amazon jungle, Negro River, Amazonas, Brasil. Girls playing and swimming on an Amazon river


COMO CHEGAR


De Manaus à Novo Airão são cerca de 2h30 de carro, ou 9 horas em barco de madeira típico da região (viagem noturna, cada passageiro tem que levar sua rede para dormir). O espírito de aventura aqui é grande, mas o conforto falou mais alto e fomos de carro.


É também possível ir de lancha rápida (leva cerca de 3 hs), mas na época que estivemos lá o serviço regular não estava funcionando, teríamos que ter agendado um barco privativo para nos levar.


Outra opção é ir de hidroavião, a viagem leva cerca de 50 minutos e dizem que é lindo voar sobre a floresta (ou você pode fazer um voo panorâmico pela floresta, deve ser sensacional!)



ONDE FICAR EM ANAVILHANAS


Em Novo Airão há hospedagem para todos os estilos, gostos e bolsos.


Tem hotéis boutique de selva, daqueles que vemos nas propagandas e posts de celebridades e ficamos babando. Obviamente, quando cotei, os preços eram compatíveis com o nível de casa do tarzan com sofisticação de cinco estrelas imersiva na floresta. Resumindo, algo bem fora do nosso orçamento.


Mas, se quiser dar uma olhada, vai que você consegue uma super promoção, ou organiza as finanças para se dar o luxo de aproveitar uns dias nesses paraísos? Pois sim, ficar alguns dias hospedados nesses hotéis boutique de selva deve ser espetacular. Olha só:



No centro da cidade há algumas opções de hospedagem de perfil mais econômico. Uma que pareceu ter um bom custo benefício é a Pousada Bela Vista - fica às margens do Rio Negro, bem próxima ao centro. Amazonia Park Suites fica um pouco afastada do centro, mas parece ter um ótimo custo-benefício.


Typical wood house, traditional house, girl on the porch of a wooden house,Amazon jungle, Amazonas, Brasil.

Ficamos num AirBnb sensacional (procure por “Casa Madadá” da Amazon Best). Por fora uma casa típica amazônica, por dentro um local lindo, decorado com excelente bom gosto, moderno, bem equipado, com todas as comodidades que você poderia esperar e um pouco mais, e uma equipe de apoio excelente e super atenciosa. E, claro, wi-fi ótima.


Um ponto a favor das hospedagens na cidade (incluindo nosso Airbnb) é que pega sinal de celular muito bem (na época, somente da operadora Claro, as demais por roaming), nos hotéis de selva só há wi-fi.


OBS: Quando pesquisei hospedagem para essa viagem, cotei outros hotéis de selva, em localidades ainda mais remotas, realmente no meio da selva, e nesses não havia sinal de celular e o wi-fi era via rádio, funcionando apenas algumas horas por dia em algumas áreas do hotel - se acesso à internet for essencial para você, preste bem atenção, pesquise e converse com o hotel antes de reservar.


QUANDO IR


O Parque Nacional de Anavilhanas está aberto o ano todo.


Na época de seca (setembro a fevereiro) é possível desfrutar das belas praias de areias brancas que emergem por todo o arquipélago.


Já durante o período de cheia (março a agosto, com o pico em junho-julho), as praias desaparecem e o destaque fica por conta dos passeios de barco pelas florestas inundadas, os igapós – sabia que chamam essas áreas de “florestas encantadas”?




Fomos em janeiro, final da época de seca, muitas praias já estavam submersas, mas ainda pudemos aproveitar algumas – a praia do Camaleão foi nossa preferida.


No fim da tarde, depois de voltar dos passeios de barco, íamos à praia da Orla, acessível bem na frente do nosso Airbnb.

(1) e (2) praia da Orla, no trecho próximo à Casa Madadá


No primeiro momento bateu uma dúvida – será que essa água escura é limpa mesmo? Pensei: “oras, onde já se viu vir até aqui e não dar nenhum mísero mergulho no rio?”, criei coragem, mergulhei e a partir daí não parei mais. A água é deliciosa, acreditem!


No fundo, acho que demos sorte, pois aproveitamos o que há de bom em ambas as estações.


O clima na região é quente e úmido o ano todo, mas entre junho e novembro tende a ser um pouco menos chuvoso. Quando fomos, pegamos pancadas de chuvas todos os dias, mas aquela chuva rápida, que acaba tão rapidamente como começou e que em nenhum momento atrapalhou nossos passeios - e olha que pegamos chuva no barco, na praia, andando pela cidade, em casa, em todos os lugares 😉


Faz calor? Sim, muito. É úmido? Sim, muito. É pior que o Rio de Janeiro no verão? Não, longe disso 😂😂 Falando sério: prepare-se, faz calor, bastante calor, o sol é forte, mas tem uma brisa bem gostosa e as chuvas diárias contribuem para dar uma boa refrescada. Passo mais calor no Rio de Janeiro que passei por lá.


Outra pergunta que sempre me fazem: é perrengue? Difícil responder essa, pois depende do que cada um considera perregue, e depende também de quanto você está disposto a gastar. Se você for de hidroavião e se hospedar num dos hotéis boutique, garanto que será a viagem dos sonhos. Agora, se você for um mortal como nós, o que posso dizer é: a viagem de carro de Manaus a Novo Airão é bem tranquila, na cidade tem hospedagem para todos os gostos, então dá para encontrar algo no nível de conforto que você quer, a comida é deliciosa, os passeios são super tranquilos e organizados, a cidade tem uma estrutura simples mas bem ok. Ou seja, perrengue foi uma palavra que não passou em nossos pensamentos em nenhum momento durante a viagem.



ONDE COMER EM NOVO AIRÃO


Infelizmente, na época em que fomos à Amazônia os bares e restaurantes da Novo Airão estavam funcionando só para retirada, e alguns nem isso. Mas isso não nos impediu de descobrir as delícias da comida típica do Amazonas.


Como estávamos numa casa super confortável e agradável, pegar o delivery não foi problema algum, aliás, foi uma ótima opção que, inclusive, nos deixou mais tranquilo considerando a pandemia em estágio ainda preocupante naquela época.


Pedimos praticamente todas as refeições no Restaurante Sabor do Sul, comida regional deliciosa! Provamos os principais pratos do cardápio: pirarucu, tambaqui, tucunaré, galinha caipira, etc etc. Vale muito a pena experimentar.


Outra opção que nos indicaram foi o Restaurante Flor do Luar, que tem um flutuante sobre o Rio Negro, mas que infelizmente estava fechado na época por causa da pandemia. Pelas fotos, parece ser muito legal e linda a vista.


Pedimos também um lanche a noite no Saloon Ajuricaba, mas normalmente o que havíamos pedido para o almoço era suficiente para o jantar também 😊


Na cidade tem uma microcervejaria, Sarapó Cervejas Amazônicas e, claro, aproveitamos para experimentar a cerveja local (eles tinham delivery)! Está aí algo que adoro fazer quando viajo: não só experimentar a comida local, mas a cerveja também 🍻



PASSEIOS E ATIVIDADES NO PARQUE NACIONAL DE ANAVILHANAS


Os dias que passamos por lá tiveram uma rotina bem definida: acordar, café da manhã (a funcionária da casa nos trazia diariamente pão fresco e preparava o café da manhã), passeio de barco, voltar e almoçar, relaxar um pouco, sair para caminhar e tomar um sorvete na cidade, jantar e curtir o fim do dia na rede ou na varanda. Nada mal.


Tem muito coisa para ver e fazer em Novo Airão. Em qualquer época do ano é possível preciar a rica flora e fauna amazônica, fazer passeios de barco e trilhas na selva, nadar nas águas do rio Negro, interagir com botos no Flutuante dos Botos, conhecer comunidades tradicionais ribeirinhas e o artesanato de Novo Airão e, na época da seca, curtir as praias paradisíacas nas margens do Rio Negro que eu tanto já falei.


O Flutuante dos Botos ficava bem na frente do nosso Airbnb, mas estava fechado por causa da pandemia – ficamos bem chateados em não poder ver a alimentação de botos e tirar aquelas lindas fotos com os animais.


Os botos amazônicos são os maiores golfinhos de água doce do mundo, chegam a ter 2,5 metros e pesar 200 kg!


Acontece que os golfinhos, condicionados a ir cerca de 8 vezes por dia ao local para se alimentar, continuavam ali pela região, mesmo sem haver o público rotineiro. Então, basta ligar os pontos: botos por ali, flutuante na frente do nosso Airbnb, praia em frente nosso Airbnb = tivemos companhia dos botos enquanto curtíamos a praia, com total exclusividade: só nós e os botos.


Amazon jungle, Negro River, Amazonas, Brasil. Reflected jungle on the river

Do restante, os passeios são todos feitos de barco, e você pode escolher como prefere: só passeio contemplativo, passeio com caminhada pela floresta para conhecer e encontrar as árvores gigantes – samaúma, passeio de barco com trilhas floresta adentro, como a trilha para as Grutas do Madadá ou para as ruínas de Velho Airão, ou mesmo uma expedição de barco para o Parque Nacional do Jaú.


Velho Airão é a antiga vila que foi abandonada pelos moradores na década de 1950 - reza a lenda que em razão de uma praga de formigas, mas provavelmente em razão do declínio do ciclo da borracha na região.


Em qualquer desses passeios (você encontra várias opções aqui), uma das coisas mais interessantes é apreciar a vegetação, sua diversidade, as formas, os milhares tons de verde, a interação da vegetação com a água, e coma ajuda dos guias super experientes, dá para avistar diversos animais.



Um dia fomos até a Pedra do Sanduiche, uma formação rochosa milenar, que realmente lembra um sanduiche de pedras, parece que foram colocadas à mão uma em cima da outra. Dali, começa uma trilha lindíssima pela floresta em direção às Grutas do Madadá, que são dois conjuntos compostos por blocos de arenito de cerca de 700 milhões de anos. Eramos 4 adultos e 3 crianças (idades entre 7 e 10 anos) e levamos cerca de 1h30 para ir o mesmo tempo para voltar.


No trajeto de barco de volta, paramos na praia do Camaleão para um merecido banho.



Em outro dias passeamos de barco pelos igapós, em outro dia navegamos pelas ilhas do arquipélago e paramos nas praias do Meio, Folharal e Paraná da Onça, em outro dia navegamos por ali, nem sei exatamente por onde, mas todos os lugares, canais, ilhas e ilhotas pelas quais passamos eram deslumbrantes.


Amazon jungle, Negro River, Amazonas, Brasil. Reflected jungle on the river


Se tivéssemos mais um dia, teríamos feito novamente um passeio de barco, pois há tantos igapós, tantas ilhas, tantos canais, cada um tão mais bonito que o anterior, que te garanto que não faltará vontade de sair mais uma vez para apreciar a natureza da região.


Fizemos também o passeio de focagem noturna, em que avistamos muitos animais: preguiça, jacaré, cobras, diversas aves, peixes pularam dentro do nosso barco, enfim, foi uma aventura!


Também é possível fazer passeio de barco para visitar comunidades tradicionais locais, mas em razão das medidas de restrição da época não pudemos ir conhecê-las.


Nossos barqueiros foram o Ceará, Zezão e Euler, tudo organizado pela Cilene (92 9113-2444), da associação dos barqueiros de Novo Airão.


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