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  • Foto do escritorDanae Bianco

10 dias na Andalucia - Nosso roteiro completo pelo sul da Espanha

Atualizado: 28 de set.


Sevilha. Real Alcazar de Sevilha. Andalucia. Espanha
Real Alcazar de Sevilha

A Andalucia é uma das regiões mais lindas da Espanha.


Ao sul da península Ibérica, passeando por ruelas de paralelepípedos onde o islamismo e o cristianismo se alternaram por séculos resultando numa lindíssima fusão que impressiona a cada esquina; em que cada cidade traz uma miríade de palácios, igrejas, mesquitas convertidas em igrejas, torres e monumentos; foi aí que passamos alguns dias, absorvendo arte e história e comendo muitas tapas regadas a vinho branco (e suco de laranja natural para as crianças).


Era julho, muito sol, muito calor – muito calor mesmo – e estávamos em um super road-trip por Portugal, acompanhados de outra família de amigos (em breve vai ter o post com nosso roteiro lusitano). Esses nossos companheiros de viagem (que também nos acompanharam na Noruega, dessa viagem o post está aqui) só conseguiam ficar duas semanas por lá, então nos vimos tendo que tomar uma decisão: as crianças tinham trinta dias de férias, ficaríamos 16 em Portugal, vamos aproveitar e curtir mais um pouquinho mais do verão europeu?


Eu já havia me apaixonado pelo sul da Espanha lá nos idos da década de 90, quando estive por lá mochilando com orçamento restritíssimo que, além de lindas fotos em papel, me deixou aquele gostinho de quero mais. A decisão para mim era mais que óbvia: levar marido e filhas para uma imersão de história, arte e sabores na Andalucia.


Fizemos um road-trip bem rápido, foram só dez dias, poderíamos ter ficado bem mais tempo - ao final deste post, como sempre faço, coloco minhas sugestões do que fazer se tiver uns dias a mais ou a menos para explorar essa região.


Como não tínhamos todo o tempo que a região merece, tivemos que fazer escolhas, e selecionamos o que tem de melhor por lá.

 

Nesse post você vai encontrar nosso roteiro completo pela Andalucia

Ronda

Granada

Córdoba

Sevilha

Mapa detalhado

Outras sugestões

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Outros posts sobre a Espanha

- 5 cidadezinhas imperdíveis na Europa

- O que fazer em 2 dias em Granada, Espanha

- outros posts sobre viagens pela Europa

 
Ronda, Andalucia, Espanha. Puelbos Blancos
Ronda, vista do Mirante de Ronda

1º e 2º dia – Ronda


Como chegar em Ronda


Estávamos terminando a road-trip por Portugal, no Algarve. Como não consegui uma locadora em que pudéssemos retirar o carro em um país e devolver em outro, tivemos que retornar nosso carro português alugado ainda em território português (devolvemos em Faro, a cerca de 45km da fronteira com a Espanha).


Em Faro pegamos um ônibus com destino a Sevilha. Super tranquilo, não há controle de fronteira, o motorista mal-e-mal olhou nossos passaportes antes de embarcarmos e pronto, em pouco mais de 2 horas estávamos na rodoviária de Sevilha. De lá, pegamos um taxi ao aeroporto, onde retiramos nosso carro alugado e partimos rumo à Ronda.

De Sevilha à Ronda são cerca de 130km, facilmente cobertos em 1h45 de carro.

Saímos de Ronda para Granada são 180 km em cerca de 2 horas de carro.


Ronda, canyon do rio Guadalevín, ao fundo Puente ViejaRonda, Andalucia, Espanha.
Ronda, canyon do rio Guadalevín, ao fundo Puente Vieja

O que fazer em Ronda


Ronda, uma das “cidades brancas” (pueblos blancos) da Andalucia, é uma das mais incríveis cidades da Espanha por sua localização geográfica. Fica às bordas dos penhascos do cânion do rio Guadalevín, que atravessa o centro da cidade.


A Puente Nueva, a ponte que atravessa o cânion, bem no centro da cidade (foto da esquerda abaixo) é impressionante e rende lindas fotos - apesar do nome, a ponte foi finalizada em 1793 e representou um feito arquitetônico impressionante na época.


Há diversos mirantes na cidade, e um passeio legal é para caminhar pelas ruas que acompanham as bordas do cânion, com paradas estratégicas para fotos, cafés e sorvetes. Essa integração simbiótica entre cidade e cânion é incrível e só isso já seria o suficiente a justificar uma ida até lá.




Alguns dos mirantes: Mirador de Ronda, Mirador Puente Nuevo, Mirador de Aves, Mirador de los Viajeros Romanticos, Mirador de Maria Auxiliadora, Mirador del Viento, Mirador La Hoya del Tajo (este último foi o único que fomos de carro, mas dá para ir a pé do centro, é cerca de 1km de caminhada).


Além da Puente Nova, há a Puente Vieja (ponte antiga), bem menor e menos imponente, mas nem por isso menos bela. Foi concluída em 1616 e permite apenas a passagem de pedestres.


Ronda é um lugar que te convida a caminhar por horas pelas ruelas, apreciando a paisagem, seja do cânion, seja do vale, a arquitetura, as inúmeras igrejas e edifícios histórias.


Enfim, uma ótima alternativa para fugir das multidões de turistas que assolam o sul da Espanha a qualquer época do ano.



Onde ficar em Ronda


Ronda é uma cidade pequena, recomendo se hospedar na região central. É uma cidade agradável para passear, dá para fazer todos os passeios a pé, aproveitar os bares, restaurantes e lojinhas – nosso carro ficou o tempo todo na garagem, só o usamos no dia que estávamos de partida, quando fomos ao Mirador La Hoya del Tajo já no nosso caminho à Granada.


Ficamos hospedados em um Airbnb muito bom, na região central, mas se você prefere ficar em hotéis ou pousadas, não faltam opções, dá uma conferida aqui – se eu pudesse escolher três, eu ficaria entre o Catalonia Ronda (ótima localização e uma vista imbatível da piscina e bar no roof-top), o Hotel Ronda Nuevo (bem no centro histórico) ou o Casa Palacio VillaZambra (uma casa histórica, bem na beira do cânion). Para quem prefere hotéis maiores e mais novos, com mais estrutura e uma boa piscina, o Catalonia Reina Victoria parece uma ótima opção.


Se você não quiser se hospedar nenhuma noite por lá (mas eu te aconselho fortemente a ficar pelo menos uma noite), dá para conhecer Ronda como day-tour a partir de Sevilha - aqui algumas opções - ou de Granada - aqui mais informações.


Alhambra de Granada, vista dos Jardins de Generalife
Alhambra de Granada, vista dos Jardins de Generalife


3º e 4º dia – Granada


Como chegar em Granada


De Ronda, fomos dirigindo até Granada, são 180 km em cerca de 2 horas de carro.

Dirigir pela Espanha é tranquilo, as estradas são ótimas, a mão de direção é a usual (igual ao Brasil), as placas em espanhol são fáceis de ser entendidas, ou seja, super tranquilo.


O que fazer em Granada


É em Granada que fica a Alhambra, um dos (se não o mais) pontos turísticos mais visitado da Espanha.


Não faz diferença se você já viu uma ou milhares de fotos e vídeos da Alhambra, você ficará impactado ao entrar nos jardins e palácios. Arrisco dizer que, quanto mais fotos e vídeos da Alhambra você já viu, maior será a emoção que sentirá ao finalmente estar lá.


O complexo da Alhambra inclui vários edifícios, torres, muralhas, jardins e uma mesquita, mas são os intricados entalhes nas pedras e elementos decorativos, as delicadas filigranas, os magníficos tetos forrados de azulejos, os arcos graciosos e os pátios serenos dos Palácios Nazaries que vão te deixar de queixo caído.



Na prática, ficamos em Granada apenas 1 dia e meio. Chegamos após o almoço e, depois de ir até as bilheterias da Alhambra (conto a saga em detalhes a seguir), passeamos pela cidade – visitamos a Catedral e a Capela Real (onde estão os restos mortais dos Reis Católicos, Isabel I de Castilha e Fernando II de Aragão), passeamos pela Plaza Bib Rambla e aproveitamos o fim da tarde em algum restaurante numa pracinha próxima a nosso apartamento. O dia seguinte foi destinado à aproveitar ao máximo a Alhambra, e no outro dia já partimos em direção à Córdoba.


Outras áreas de Granada interessantes para passear e curtir são o Albaicín, o Moorish quarter (bairro mouro) e o bairro Sacromonte.


Poderíamos ter ficado no mínimo mais um dia inteiro em Granada para curtir melhor a cidade, aproveitar para passear com mais calma.


La Alhambra de Granada. Pateo de Los Leones. Detalhe. Andalucia, Espanha
Detalhe do Patio de los Leones, nos Palácios Nazaríes, Alhambra.

Ingressos para Alhambra


A Alhambra é composta por duas partes, os Jardins Generalife e os Palácios Nazaríes.


É possível visitar somente os Jardins, ou os Jardins e Palácios. Recomendo, obviamente, conhecer ambos. Aqui o link para a compra dos ingressos, com todas as informações sobre preços, horários e acessibilidade.


Quanto alugamos nosso Airbnb, nosso host nos alertou que era necessário comprar ingressos para a Alhambra com antecedência. No dia em que me mandou a mensagem, verifiquei no site e ainda não estavam disponíveis as datas que estaríamos lá. Pois bem, o tempo passou e uns 2 meses antes da viagem, lembrei de comprar os ingressos. Não havia mais disponibilidade. Todos os dias, por semanas, entrei no site (link aqui) e nada, simplesmente não havia ingressos. Mas a viagem já estava toda marcada, então fomos mesmo assim.


No dia em que chegamos em Granada, fomos até a bilheteria, na esperança de conseguir, in loco, comprar ingressos, mas nada. Não havia disponibilidade. Fiquei arrasada, como poderia acontecer, termos viajado de tão longe e não podermos visitar a Alhambra? A atendente, vendo nosso (meu) desespero, nos informou que a meia-noite eram liberados ingressos sobressalentes para o dia seguinte, que agências de viagem tinham reservado e não venderam.


Pois bem, as 23h50 começamos a dar refresh na página, até que, pontualmente as 0h00 conseguimos! Ao terminar a compra, as 0h03, já não havia mais ingressos disponíveis.



A entrada para os Palácios Nasrides é com horário marcado (já era mesmo antes da pandemia) e o horário é estritamente controlado, não libera um minuto antes e (acredito eu) não seja possível entrar atrasado.


Moral da história: não deixe para comprar os ingressos da Alhambra em cima da hora. Por favor, não passe esse sufoco. Mas, caso não tenha conseguido, sempre tem disponíveis com tours como este aqui ou este aqui (a princípio) sem filas.


Qualquer que seja a forma que você for visitar a Alhambra, recomendo pegar o audio-guia (tem em português), é muito bom e ajuda a conhecer a história não só da Alhambra como de toda a região.


plano-alhambra
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Mapa da Alhambra e Generalife

UPDATE: pelo que pesquisei no site (link aqui de novo), é possível comprar os ingressos com até um ano de antecedência, e na data em que pesquisei havia baixa disponibilidade (com alguns dias esgotados) para as 4 semanas seguintes, com disponibilidade normal para os períodos seguintes. De qualquer forma, assim que você souver que dias estará em Granada, compre já os ingressos. Melhor não bobear.


Catedral de Granada. Espanha
Catedral de Granada


Onde ficar em Granada


Nessa viagem, optamos por ficar em apartamento – com as crianças já grandinhas, é sempre bom ter mais espaço, então nas últimas viagens sempre tento dar prioridade a apartamento. Ficamos num apartamenton o Barrio del Realejo, muito bem localizado e confortável.


Se você prefere hotel, aqui tem várias opções, mas as minhas escolhas seriam o Carmen de la Alcubilla del Caracol, um hotel pequeno, em uma casa histórica e com uma vista espetacular da cidade, e o Casa Morisca Hotel, também em uma casa histórica (impressão minha ou amo hotéis em casas históricas?). Uma opção mais amigável ao bolso seria o Hotel Párraga Siete, numa localização super central, próximo a diversos bares e restaurantes, ou o Porcel Navas, também na mesma região.


Mesquita-Catedral de Cordoba. Interior. Espanha.
Mezquita de Córdoba

5º e 6º dia – Córdoba


Como chegar em Córdoba


Saímos cedo de Granada rumo à Córdoba, são cerca de 200km, cobertos tranquilamente em pouco mais de 2 horas. Como já mencionei, as estradas na região são ótimas, a maior parte do caminho é pista dupla e o trânsito estava bem tranquilo.


O que fazer em Córdoba


Córdoba tem duas principais atrações, que recomendo você não perder de forma alguma (e que, talvez, tenham sido as que te motivaram a incluir essa cidade no seu roteiro): a Mesquita-Catedral e o Alcazár dos Reis Cristãos.


A Mesquita de Córdoba é um dos mais marcantes exemplos de arquitetura islâmica, e provavelmente você já viu alguma foto de seu característico interior, em que colunas unidas por arcos vermelhos e brancos se projetam aparentemente até o infinito. Os arcos são belíssimos, mas a Mesquita é muito mais que isso.


Sua construção remonta a uma igreja do século VI, transformada em mesquita em 786 e a partir de então sofrendo diversas ampliações e alterações ao longo dos séculos. Representou um marco para a época, por abandonar o foco vertical usualmente aplicado nas construções religiosas islâmicas e adotar uma proposta horizontal.



Em 1236 foi convertida em uma igreja cristã, com a construção de diversas estruturas em seu interior, incluindo nave central, coro, cúpula e torre. Ainda assim, até hoje é considerada um dos maiores ícones da arquitetura e arte islâmica na Europa.


A visita à Mesquita é impressionante. Pelo Patio de los Naranjos, você entra em uma mesquita, um pouco escura e com teto relativamente baixo, até que, de repente, se vê dentro de uma imensa catedral, com tudo aquilo usualmente encontrado em catedrais góticas e renascentistas da mesma época. A Sylvia, do blog Lugares de Memória, conta a história da Mesquita de Córdoba, templo de muçulmanos e católicos nesse post, vale conferir!


Recomendo pegar, logo na entrada, o folheto informativo e o áudio-guia (tem em português e tem versão infantil), essenciais para entender as diversas partes da Mesquita, com sua história, características e propósitos, conhecimento que torna a visita muito mais prazerosa e interessante.


Aliás, recomendo que você busque, em qualquer local que visitar, o máximo de informações possíveis, principalmente sobre a história do local e das pessoas envolvidas, o que faz com que não só sua visita seja mais agradável, mas você saia de lá diferente do que entrou, com mais cultura, conhecimento e repertório para a compreensão do mundo. Se você gosta de tours guiados, aqui tem algumas opções.

Alcazar de los Reyes Cristianos, Cordoba, Spain
Alcazár de los Reyes Cristianos, Cordoba.

Outra atração imperdível é o Alcazar de los Reyes Cristianos, um castelo-fortaleza construído nos séculos XIII-XIV e onde os reis cristãos, Isabel e Fernando, conheceram e comissionaram Cristovão Colombo. Os jardins do palácio são imperdíveis. Ali perto há os Baños del Alcázar Califal, vale a pena conhecer.


O bairro da Judería (Jewish quarter), próximo a mesquita, é um labirinto de ruelas e pracinhas, prédios brancos com janelas emolduradas em amarelo, portas de ferro, e pátios arborizados. Uma delícia para caminhar, parar para um drinque ou jantar, ainda que esteja dominado por turistas e com mais lojinhas de souvenirs do que pode parecer possível.


Aliás, por falar em pátios arborizados (e principalmente se você estiver visitando a cidade no verão, como nós fizemos), recomendo parar uns momento em alguns deles, pois além de lindos e agradabilíssimos, são ótimos para se refrescar um pouco do calor absurdo que faz por lá. Vale a pena conhecer o Palacio de Viana, a Asociación de Amigos de los Patios Cordobeses e os Patios de San Basilio.


Também próxima à Mesquita, vale a pena caminhar pela Puente Romano e se você é fã de flamenco, não perca o Centro Flamenco Fosforito.



Onde ficar em Córdoba


Para manter o padrão da viagem, em Córdoba também ficamos em um Airbnb. Um apartamento de dois quartos, muito bem localizado e super confortável – o melhor apartamento da viagem (o de Ronda também foi ótimo, mas este era mais espaçoso).


Se você é do time hotel, tem muitas opções, confere aqui, mas minhas escolhas seriam o Hotel Patio del Posadero, que fica em uma linda casa do século XV com um pátio delicioso, ou o Hesperia Cordoba, com uma decoração mais moderna e clean. Numa faixa mais econômica, o Cordoba Carpe Diem.


Real Alcazár de Sevilha
Real Alcazár de Sevilha

7º ao 9º dia - Sevilha


Como chegar em Sevilha


De Córdoba à Sevilha são cerca de 140km, que fizemos tranquilamente em 1 hora e meia. Chegando em Sevilha, devolvemos nosso carro alugado no aeroporto e pegamos um taxi para o Airbnb, que ficava na região central da cidade.


Sevilha é a capital da região da Andalucia, a maior das cidades que visitamos. A deixamos para o final justamente por ser a cidade com o maior aeroporto da região, que nos permitiria mais facilmente pegar o voo de volta a casa (fomos de Air Europa, com conexão em Madrid).


O que acabamos por fazer foi uma volta no sul da Espanha. Alugamos e devolvemos o carro em Sevilha, e assim não precisarmos pagar taxa de retorno do carro em lugar diferente (aquelas taxas exorbitantes que as locadoras cobram quando você retira o carro alugado em um lugar e devolve em outro) – foi um alívio, já que essas taxas tendem a ser bem altas (em Portugal, tivemos que pagar, pois pegamos o carro em Lisboa e devolvemos em Faro).


Plaza de Espanha, Sevilha.
Plaza de España, Sevilha


O que fazer em Sevilha


Ficamos 3 dias em Sevilha (na prática, 2 dias inteiros e 2 meios-dias), foi suficiente para conhecer as principais atrações da cidade. Considerando que tinhamos apenas 10 dias (no total) de viagem, foi um bom tempo para ficar por lá; se não houvesse restrição de tempo, a cidade tem muito a oferecer e não faltaria o que fazer por lá por mais alguns dias.


Dá para conhecer a cidade tranquilamente a pé, apesar de ser a maior de todas as cidades que visitamos.


Catedral de Sevilha, Espanha
Catedral de Sevilha


A Catedral e a torre da Giralda são uma das principais atrações. Por mais que você não seja católico, ou não tão ligado em questões religiosas ou espirituais, a Catedral de Sevilha será mesmo assim inspiradora. Se você, então, for daqueles – como eu – aficionados por história e arquitetura, vai ficar deslumbrado com o edifício e tudo que o envolve.


Construída entre 1434 e 1517 sobre os resquícios de uma antiga mesquita, é considerada (dependendo da fonte) a maior catedral gótica do mundo.


Vale a pena subir ao alto da torre – a Giralda, como é conhecida, que foi adaptada a partir do minarete da mesquita sobre a qual a catedral foi erguida


No interior da Catedral, não tem como perder a monumental tumba de Cristóvão Colombo, nem tampouco a Capilla Mayor e seu deslumbrante altar. Resumindo: qualquer que seja sua fé, ou inexistência dela, a visita à Catedral é imperdível.



Outro must-see em Sevilha é o Real Alcazar. Depois de termos conhecido a Alhambra em Granada e o Alcazar dos Reyes Cristianos em Córdoba, confesso que pensei “ah não, mais uma fortaleza-palácio cristão-islâmico para visitar”. Pois é, você também pode achar que será mais do mesmo, mas te digo: deixe de lado a preguiça e vá, pois irá se surpreender com o Real Alcazar. O lugar é um espetáculo. Os fãs de Games of Thrones reconhecerão alguns sets de filmagem, então você pode imaginar o nível do que há por visitar.



Como estávamos viajando com crianças, um dia fomos ao Aquário de Sevilha. "Ah não, mais um aquário?!" você pode pensar, assim como eu pensei. Confesso que fiquei com certa preguiça de ir rsss. Mas vale a pena. O aquário é muito legal e vou te contar o porquê.


Você sabia que foi dali de Sevilha que partiu a expedição de Fernando de Magalhães, aquela que fez a primeira a circum-navegação do planeta? (eu não sabia). O aquário busca retratar essa navegação histórica, mostrando os diversos ambientes marítimos que a frota encontrou e contando a história desse feito. Achei perfeito. Aqui tem o link para o site oficial do aquário.


Perto do Aquário fica o Parque de Maria Luisa, bem agradável para passear, e a Plaza de España, um dos cartões postais da cidade e sempre agradável para passear e curtir um pouco dos artistas de rua que se apresentam por ali.



Em Sevilha, mais cedo ou mais tarde, você vai se deparar com o Metropol Parasol, também chamado ”Las Setas” ou "Cogumelos", uma estrutura em madeira desenhada pelo arquiteto alemão Jürgen Mayer-Hermann e concluída em 2011, na Plaza de la Encarnación. No fim do dia, aproveite para apreciar o por-do-sol passeanda pela parte superior da estrutura.


Não bastasse tudo isso, ainda há museus interessantíssimos pela cidade, desde museus históricos, aqueológicos, de arte e até um museu das ilusões. A Patrícia do Descobrir Viajando traz todos os detalhes para você descobrir os museus de Sevilha nesse post, vale a pena conferir.



(fomos mais de uma vez no Metropol Parasol, mas não temos muitas fotos, essas são as melhores...)


Onde ficar em Sevilha


Nessa viagem, acabamos nos hospedando só em apartamentos. O de Sevilha alugamos pelo Booking, foi este aqui (o anúncio é de uma administradora de apartamentos para locação, o nosso foi o apartamento de 2 dormitórios da Morgado 5; no mesmo anúncio há outros com localização e configuração diferentes). A localização era boa, as camas eram muito confortáveis e ter dois banheiros foi ótimo, porém de todos os que ficamos na viagem foi o que menos gostei. De qualquer forma, ainda assim vale a pena.


Opções de hotel não faltam, Las Casas de El Arenal e Casa Romana Hotel Boutique seriam as minhas escolhas, com bom custo benefício.


Praça de Espanha, Sevilha, Andalucia
Plaza de España, Sevilha


10º dia – Voltar para casa


No último dia, ainda conseguimos aproveitar um pouquinho da manhã em Sevilha, tomar um café delicioso, passear um pouco na região central, almoçar rapidinho e ir para o aeroporto pegar o voo de volta para casa.


Voamos AirEuropa, com escala em Madrid. Foi absolutamente tranquilo. O aeroporto de Sevilha é relativamente pequeno e estava bem cheio, mas o voo saiu no horário.



Alhambra, Granada. Espanha
Alhambra, Granada.

Roteiro detalhado


Aqui o mapa do Google MyMaps, com nosso roteiro detalhado, é só clicar e salvar na sua conta do Google. Quando você for por planejar sua próxima viagem à Espanha já sabe por onde começar ;-)


No mapa você pode ver detalhes de tudo o que fizemos, onde ficamos e os melhores lugares que fomos. Existem diferentes camadas, com cores diferentes, uma para cada área que visitamos. A linha azul é a rota que percorremos de carro.


Nesse post explico como criar e como usar um desses mapas, é um recurso muito bom para planejar viagens, salvar lugares, calcular rotas e distâncias, vale a pena conhecer!



Se tivéssemos mais tempo...


Eu adoraria ter tido mais alguns dias (talvez semanas?) para passear e conhecer melhor o sul da Espanha. Málaga, Cadiz, Sierra Nevada, Baeza, Úbeda e a lista continua. Uma cidadezinha mais linda que a outra, dá para passar meses por lá, qualquer que seja a época do ano.


Se tivéssemos um dia a mais, seria dedicado à Granada. Um segundo dia a mais seria em Córdoba ou - se você curte estrada e não liga de passar rapidamente por um lugar, incluiria uma parada em Málaga, no caminho de Ronda à Granada.


Com três dias a mais no roteiro, um deles dedicado à Granada e os outros dois seriam ou em Sierra Nevada (se fosse inverno) ou em Málaga (restante do ano).


Se tivéssemos menos tempo...

Excluir do itinerário lugares que amamos é difícil. Nesse roteiro, com menos tempo disponível, a charmosa Ronda teria sido deixada para outra oportunidade.


Daria para fazer tudo que fizemos em uma semana? Sim. Eu recomendo? Não. Passar correndo por mil lugares, ainda mais lugares tão ricos em cultura, história, arte e com comida deliciosa, só iria te deixar estressado e frustrado. Então, se o tempo é curto, dê uma olhada com calma no que fizemos, procure outras fontes, pesquise bem e faça suas escolhas.


ANTES DE IR EMBORA, SALVA ESSE PIN NA SUA CONTA DO PINTEREST para ficar fácil encontrar este post com o roteiro completo pela Andalucia, no Sul da Espanha, sempre que você precisar!


Roteiro o melhor da Andalucia em 10 dias. Sevilha, Granda, Córdoba, Ronda e muito mais. Espanha

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